segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

IBGE lança manual técnico da vegetação brasileira

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta terça-feira (18/12) o novo Manual Técnico da Vegetação Brasileira. A publicação incorpora os mais recentes avanços na pesquisa sobre a cobertura vegetal no país e traz conceitos e informações fundamentais para a elaboração de políticas de manejo e conservação da biodiversidade brasileira, inclusive de criação de mais unidades de conservação.

Com a segunda edição do Manual Técnico da Vegetação Brasileira – obra de referência para estudo, mapeamento e pesquisa da vegetação no Brasil –, o IBGE torna públicas as metodologias que utiliza nesse tipo de investigação e amplia o conhecimento na área.

O Manual, desenvolvido por engenheiros florestais, engenheiros agrônomos, biólogos, naturalistas, geógrafos e geólogos, representa a fusão de duas publicações anteriores do IBGE – a Classificação da Vegetação Brasileira, Adaptada a um Sistema Universal (1991) e o Manual Técnico da Vegetação Brasileira (1ª. edição, 1992).

A nova edição, ilustrada com 55 figuras, 4 quadros e 110 fotografias, está dividida em quatro capítulos: sistema fitogeográfico; inventário em formações florestais e campestres; técnicas e manejo de coleções botânicas; e procedimentos para mapeamento.

Estrutura

O primeiro capítulo do Manual contém o histórico e a evolução das classificações da vegetação, conceituações, terminologias, sistemas primários e secundários e a legenda do sistema fitogeográfico adotada pela equipe de vegetação do IBGE.

Em razão das mudanças de conceitos e dos conhecimentos acumulados nos últimos 20-25 anos, o capítulo passou a conter um novo tipo de vegetação: a Floresta Estacional Sempre Verde; uma nova tipologia na Campinarana (vegetação típica da região do Alto Rio Negro, na Amazônia): a Campinarana Arbustiva; inclusão, na Savana-Estépica (Caatinga, terminologia mais tradicional e regionalista da vegetação característica do Nordeste), da presença ou não de palmeiras; mais um contato entre tipos de vegetação; novos tipos de Áreas Antrópicas; e uma nova unidade de mapeamento, as Áreas sem Cobertura Vegetal.

No segundo capítulo são descritos os tipos de inventário, as técnicas de amostragem, as etapas de um inventário florestal e a metodologia para levantamento do potencial lenhoso/arbóreo de formações campestres. Essencial para a quantificação dos estoques de carbono na vegetação, esse levantamento é importante para avaliação dos impactos do desmatamento na emissão de gases de efeito estufa e para a valoração de florestas, no caso de concessões para exploração de madeira.

O capítulo que trata das técnicas e manejo de coleções botânicas descreve a coleta, herborização, etiquetagem, processamento e manutenção de amostras vegetais em herbário. Num país com o tamanho e a diversidade biológica do Brasil, a criação e a manutenção de herbários são fundamentais para o registro e o estudo da vegetação.

No último capítulo são descritos os procedimentos para mapeamento, desde a interpretação das imagens até a elaboração do produto final. O mapeamento, e sua permanente atualização, são importantes para o manejo e a preservação da biodiversidade, bem como para a quantificação dos estoques de recursos naturais do país.

Nova abordagem

Com uma abordagem mais abrangente que a edição anterior, principalmente no capítulo sistema fitogeográfico, o novo Manual objetiva dar, aos técnicos e usuários, uma visão histórica e evolutiva dos estudos de vegetação no Brasil. Visa também a contribuir para a uniformização dos critérios e da terminologia adotados na classificação. As técnicas apresentadas ampliam o conhecimento da vegetação brasileira, subsidiando seu manejo, a preservação da biodiversidade, a valoração e a quantificação dos estoques de recursos naturais e a avaliação dos impactos que sua destruição pode causar.

O novo Manual Técnico da Vegetação Brasileira está disponível (em pdf) no portal do IBGE na internet e no CD-ROM que acompanha a publicação. O manual também pode ser adquirido nas livrarias do IBGE e na loja virtual do Instituto.
 

Fonte: MundoGEO

Sistema de navegação por satélites da China lança serviços públicos

A China lançou, no final de 2012, serviços públicos e comerciais em toda a região Ásia-Pacífico, do seu sistema próprio de navegação por satélites, construído para competir com o sistema de posicionamento global (GPS) dos Estados Unidos.

O sistema Beidou começou a prestar serviços para usuários civis da região no dia 28 de dezembro. Segundo a imprensa estatal, a expectativa do país é fornecer serviços de cobertura global até 2020. Ran Chengqi, porta-voz do sistema de navegação por satélite da China, afirmou que o desempenho do sistema é “comparável” ao GPS. “Sinais do Beidou podem ser recebidos na Austrália”, afirmou.

Esta é a mais recente realização em tecnologia espacial da China, que pretende construir uma estação espacial até o final da década e, eventualmente, enviar uma missão tripulada à lua. O país vê o programa multi-bilionário como um símbolo de seu crescimento global e técnico.

O sistema Beidou dispõe de 16 satélites de navegação funcionais e quatro satélites experimentais. O início dos serviços comerciais do Beidou começaram um ano após o início de um serviço de posicionamento limitado, oferecido para a China e áreas adjacentes, somente. A China começou a construção do sistema em 2000, para evitar depender do sistema GPS.

Fonte: MundoG
http://mundogeo.com/blog/2013/01/02/sistema-de-navegacao-por-satelites-da-china-lanca-servicos-publicos/EO

Aparelhos de GPS já são usados para rastrear até pessoas

Caso você não circule com um no carro, certamente conhece alguém que circula. E é provável que tenha outro em seu celular ou tablet. Talvez até já tenha ouvido falar que dá para acoplar um terceiro na coleira de seu cão. Agora, o que ainda não é nem de longe popular no País é o uso do GPS – sistema de posicionamento global, na sigla em inglês – em pessoas. Sim, principalmente em crianças, adolescentes, idosos e deficientes.

Empresas brasileiras já vendem o equipamento. Os preços vão de R$ 499 a cerca de R$ 800 (alguns com assinatura anual). A prática não é ilegal, mas levanta questionamentos. Afinal, como ficam os direitos constitucionais de ir e vir e a privacidade? “Não se infringe nada disso quando o monitoramento é autorizado. Já o aspecto psicológico foge ao Direito”, diz Augusto Marcacini, presidente da Comissão da Sociedade Digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

Os aparelhos pesam de 40 a 85 gramas, podem ir no bolso, na mochila, no cinto e, além de fornecer a localização, delimitam perímetros por hora do dia e enviam SMS e e-mail a destinatários predeterminados quando uma “cerca virtual” é pulada.

O curioso é que a origem do rastreamento humano no Brasil tem relação com o rastreamento de gado – o País tem o maior rebanho do mundo. “Atuamos na localização bovina desde os anos 1980 e usamos o que aprendemos no campo para criar o GPS ME, posto à venda no mês passado com tecnologia nacional”, conta Aécio Flores, diretor de Tecnologia da gaúcha Planejar.

Segurança. O médico veterinário Roberto Gerios, de 47 anos, foi um dos primeiros compradores. Acostumado a lidar com identificação animal no trabalho – incluindo a de bois -, achou natural usar o GPS na família. Ele deu um aparelho para cada um de seus filhos pequenos – Gustavo, de 7 anos, e Giovana, de 10.

A decisão foi tomada com a mulher, Adriana Gelencsir, de 47, e depois informada aos filhos. “Conversei e expliquei que era uma medida de segurança. Eles entenderam, receberam bem. E o GPS passou a ser mais um aparelho que carregam para onde vão, como o celular. São responsáveis até por carregar a bateria (de 48 horas)”, diz Gerios.

Morador de São Caetano do Sul, no ABC paulista, Gerios diz que o medo da violência em São Paulo foi o responsável pela adesão ao aparelho. “Aqui virou terra de ninguém e eles estão em uma idade mais vulnerável. Não é que eu queira vigiá-los. Minha filha de 16 anos (de outro casamento) não precisa usar.”

Fonte: O Estado de S. Paulo

PREVISÃO DO TEMPO:


Nesse início de semana o calor e umidade disponível ainda provocam pancadas de chuvas em SP, RJ e centro-sul de MG. Continua a sensação de tempo abafado. Muito sol e calor no norte de MG e no Espírito Santo. Nessas duas áreas continuam as temperaturas máximas acima de 35°C.  No Norte do Brasil a umidade disponível provocam pancadas de chuvas. No Sul, também ocorrem pancadas de chuvas significativas. No Nordeste muito sol e calor e ocorrem apenas pancada localizadas!

 

MG terá um início de semana com muito sol na maior parte do Estado. Na faixa centro-sul devem ocorrer pancadas de chuvas localizadas devido o calor e umidade. Toda a RMBH também segue esta tendência: predomínio total de sol e apenas possibilidade de pancadas isoladas ao final da tarde.  Temperaturas seguem elevadas: máx. de 31°C e mín. de 21°C na RMBH.  



National Geographic disponível para todos os brasileiros


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) disponibilizou a revista National Geographic no Portal de Periódicos para todos os brasileiros. O periódico está acessível desde a primeira edição, publicada em 1888, até o presente e aborda temas relacionados à ciência, tecnologia, geografia, culturas, vida animal, meio ambiente, ecologia e fotografia.
 
A aquisição da National Geographic beneficia todos os professores, estudantes e outros usuários interessados no conteúdo da revista. São mais de 120 anos de história reunidos em mais de 100 edições com, aproximadamente, 187 mil páginas de conteúdo, 160 mil imagens e 465 mapas.
 
De acordo com o diretor de Programas e Bolsas no País da Capes, professor Márcio de Castro, a National Geographic é uma evolução do Portal de Periódicos uma vez que oferece conteúdos para professores e alunos da educação básica. “Esse novo grupo de ingressantes ao acessar o Portal terá, então, a oportunidade de usufruir de um dos conteúdos voltados à educação e ciência mais importantes no mundo”, enfatizou.
 
A pesquisa pode ser feita por meio de qualquer computador ligado à internet – em casa, na escola, no trabalho – onde o usuário se sentir confortável para navegar e explorar o conteúdo disponível. Além de visualizar na íntegra todos os artigos publicados nas edições impressas em inglês, é possível armazenar as informações de interesse em uma conta pessoal ou ainda imprimir o artigo para posterior leitura.
 
Os usuários também acessam os materiais de áudio e vídeo originais, produzidos pelas expedições da National Geographic Society, sociedade norte-americana responsável pela editoração do periódico. “Essa é uma organização centenária e eles desenvolveram uma série de conteúdos ao longo da história voltados para entender os fenômenos da natureza e de uma maneira muito clara, muito atraente para os leitores, incentivando a ciência e a curiosidade como um aspecto fundamental”, completou o diretor.
 
A National Geographic é mensal e divulgada em vários países. Possui visibilidade internacional devido a sua qualidade editorial e está indexada numa plataforma de busca de fácil acesso que permite uma navegação rápida pelos temas de interesse. Atualmente, a revista é publicada em 32 idiomas, incluindo português, grego, polonês, coreano, hebraico, tcheco e romeno.
 

Fabrícia Carina Souza Araújo”
 

 

 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Itaipu bate recorde de geração em 2012


RIO - A hidrelétrica de Itaipu fechou 2012 com uma geração total de energia de 98.287.128 megawatts-hora (MWh), a maior da história. O volume produzido supera o recorde anterior, de 2008, quando a usina binacional gerou pouco menos de 95 milhões de MWh.
Os 3,6 milhões de MWh produzidos a mais em 2012 - na comparação com 2008 - equivalem também a 23% de toda a produção de energia nuclear do Brasil. Corresponde também a 8,3% de todo o consumo nacional de energia elétrica no mês de novembro ou a 13,7% do consumo das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
“O recorde de Itaipu em 2012 se deve a um conjunto de fatores. Entre eles, afluência distribuída razoavelmente ao longo do ano, apesar da estiagem dos últimos dois meses; demanda aquecida no Brasil e no Paraguai; e boas instalações de geração e transmissão”, afirma o comunicado divulgado por Itaipu Binacional.
(Rafael Rosas | Valor)
Atualmente, Itaipu supre quase 20% do consumo de energia do Brasil e mais de 70% do Paraguai, sócio na usina.

Petrobras confirma "grande potencial" de Carcará, na Bacia de Santos

RIO - A Petrobras informou hoje que os dados coletados no poço 4-SPS-86B reforçam a expectativa de um “elevado potencial de vazão de óleo nos reservatórios perfurados” no poço de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos.
“Isso será comprovado com a continuidade das atividades exploratórias na área, que inclui a perfuração de um poço de extensão em 2013, quando será possível avaliar a produtividade dos reservatórios por meio de um teste de formação”, afirmou a empresa em comunicado ao mercado.
O poço, no bloco BM-S-8, é o terceiro perfurado na área do Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) do 1-BRSA-532A-SPS (Bem-te-vi).
Carcará está localizado a 232 quilômetros da costa e foi perfurado em lâmina d’água de 2.027 metros. A partir de 5.742 metros de perfuração foi identificada uma expressiva coluna de pelo menos 471 metros de óleo de ótima qualidade - de 31° API e sem a presença de contaminantes como CO2 e H2S - com 402 metros em reservatórios carbonáticos de excelentes características de porosidade e permeabilidade. Segundo a companhia, dados de pressão obtidos indicam que esses reservatórios estão interconectados.
“Por questões operacionais, não foi possível atingir a profundidade final, prevista originalmente para 7.000 metros, e executar os trabalhos complementares de avaliação. Diante disso, o poço foi abandonado provisoriamente, o que permite a retomada da operação futuramente, caso o consórcio tenha interesse”, disse a companhia.
A produção do primeiro óleo de Carcará está prevista para 2018, com a prévia perfuração de poços de desenvolvimento ao longo de 2016-2017, seguindo o que estabelece o Plano de Negócios para o período 2012-2016 e o Planejamento Estratégico da Petrobras para 2020.
Diante do potencial de Carcará, o consórcio solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a extensão do prazo do Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) de Bem-te-vi, onde o poço está localizado, que venceria ao fim de 2012. O consórcio aguarda decisão da agência sobre o assunto.
A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%).
Sérgio Michelucci, diretor de exploração da Queiroz Galvão, afirmou em comunicado que a decisão de realizar o TFR (teste de formação a poço revestido) não implica atraso no programa de delimitação da descoberta nem da implantação do plano de desenvolvimento.  A empresa afirmou que o primeiro TRF será realizado em um poço de extensão a ser perfurado no segundo semestre de 2013, após o teste de extensão do poço.
Fonte: Valor Econômico