quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Who Coined the Phrase Geographic Information System?

Roger Tomlinson, also known as the Father of GIS, is famed for being a pioneer in the field of Geographic Information System (GIS).  His early work fifty years ago with the Canada Land Inventory (CLI) in 1962 is widely recognized as the beginnings of GIS.  Prior to the computerization of maps, geographic data was manually overlaid onto other printed maps in order to answer spatial questions.  This involved the use of a base map (similar to today's base maps) that contained background geography such as roads, terrain, and hydrology.  Clear plastic sheets containing additional mapped data would then be overlaid onto the base map so that spatial relationships could be analyzed.   
 
It was a very time consuming and inefficient process and Tomlinson describes in a 2009 interview in Esri's ArcWatch magazine how he was inspired to come up with a better and more efficient way to overlay spatial data for analysis.
 
Tomlinson had been thinking about the feasibility of digitizing maps and combining them with statistical data when he had a fortuitous meeting on an airplane in 1961 with Lee Pratt the head of the Canada Land Inventory (CLI).  Pratt was seeking to produce a map covering land use of over one million square miles of Canada's rural land.  The map, envisioned with overlays covering agricultural lands, tourism, forests, and wildlife areas, would be used for the management and inventory of Canada's resources.  After a discussion by Tomlinson about his idea of computerizing overlays, Pratt hired him to produce a feasibility study three months later.  The economic and technical feasibility study Tomlinson presented in August of 1963  to the Agricultural Rehabilitation and Development Administration (ARDA) suggested a $3 million price tag to create a computerized version as opposed to an estimated $8 million cost to create the map manually.  Preceding that feasibility study, Tomlinson had also presented a paper entitled, "Computer Mapping: An Introduction to the Use of Electronic Computers in the Storage, Compilation and Assessment of Natural and Economic Data for the Evaluation of Marginal Lands" at the National Land Capability Inventory Seminar in Ottawa in November 1962.
 
Origins of the Term Geographic Information System

Tomlinson ended up spearheading the development of the Canada Geographic Information System, the world's first GIS.  Tomlinson is also widely credited with coining the term Geographic Information System.  His article, A Geographic Information System for Regional Planning ( from Papers of a CSIRO Symposium, edited by GA Stewart.) published in 1968, was highlighted in a recent Esri article in the Fall 2012 edition of ArcNews on the 50th Anniversary of GIS which described it as "The first known published use of the term Geographic Information System in August 1968."
 
I wanted to do a little digging on the veracity of that statement given that Esri highlighted and transcribed in 2010 the 1967 promotional film produced by the National Film Board of Canada called Data for Decisions, (subtitled the Geographic Information Systems of the Directorate of Regional Planning Information Systems for the Canadian Land Inventory of the ARDA) which is narrated by Roger Tomlinson.  The film describes the origins of the Canadian Land Inventory's GIS.
 
The film, however, doesn't mark the first published occurrence of the term, Geographic Information System.  A report published in December of 1965 by Michael Dacey and Duane Marble from the Department of Geography at the University of Illinois, Evanston was titled "Some comments on certain technical aspects on geographic information systems".  The report's distribution list at the end of the PDF includes Roger Tomlinson.  Unfortunately, this report also doesn't provide an indication as to the origin of the phrase Geographic Information System.  This leads to the impression that the term was already familiar at least with the audience targeted by the report.
 
The search continues for an earlier published source than the 1965 report that uses the term Geographic Information System.



Film About the Beginnings of the Canadian GIS]


A screenshot of a younger Roger Tomlinson from the film:
Roger Tomlinson, 1967.


The film provides an interesting look at the beginnings of GIS and how technology was used in the 1960s to created computerized maps and overlays. The video can be viewed on YouTube in three parts:
 
Data for Decisions - part 3


Esri has consolidated relevant documents by Roger Tomlinsons on the origins of GIS in Canada:
 
"This is the paper that started the work on GIS in the Government of Canada."—Roger Tomlinson
 
Feasibility Report of Computer Mapping System [PDF], by Roger Tomlinson. Agricultural Rehabilitation and Development Administration, Department of Agriculture, Government of Canada, August 1963.
 
 
A Geographic Information System for Regional Planning [PDF], by Roger Tomlinson. August 1968.

Also:

PREVISÃO DO TEMPO


Nessa quinta o tempo fica instável em grande parte do Brasil central e região Sudeste devido a presença de áreas de nebulosidade. Previsão de pancadas de chuvas, por vezes fortes, nos Estados do RJ, faixa centro-sul de MG e em todo o Estado de SP. No Norte do Brasil a umidade disponível provocam pancadas de chuvas. No Sul, também ocorrem pancadas de chuvas. No Nordeste muito sol e calor devido a atuação de uma massa de ar seco!
 
MG terá uma quinta e sexta de tempo instável no setor centro-sul, onde ocorrem pancadas de chuvas devido o calor e umidade. Na faixa centro-norte permanece o calor com máximas de 37°C em algumas regiões. Toda a RMBH também segue esta tendência: predomínio de sol com possibilidade de pancadas de chuvas. Temperaturas seguem elevadas: máx. de 31°C e mín. de 21°C na RMBH.  



Seminário do Levantamento Quantitativo do Manguezal

“Sergipe possui hoje 25.626,24 hectares de área total de manguezal”. Essa foi à afirmação feita pelo secretário de Meio Ambiente, Genival Nunes, durante a realização do II Seminário Temático do Levantamento Quantitativo do Manguezal de Sergipe, realizado no auditório da Codise durante a manhã do dia 18. Na oportunidade, houve o lançamento do CD-ROM Interativo do Projeto Levantamento Quantitativo Manguezal em Sergipe.
 
O seminário, que irá acontecer até amanhã, 19, está direcionado para a disseminação de informações sobre o ecossistema por meio da utilização de ferramentas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.
 
Conforme explicou Genival Nunes, a partir das imagens de satélite Rapideye, Sergipe possui quatro regiões onde estão localizados os manguezais. “Somente 2911,07 hectares estão situados na região do Baixo São Francisco; 291,31 ha no Leste Sergipano, 13325,46 na Grande Aracaju e 8343,23 na região Sul Sergipano”, afirmou.
 
Ainda referente ao Estado, o secretário de Meio Ambiente destacou que a área de manguezal em Sergipe da qual abrange 256,26 km² equivalente a 1,17% do território sergipano. “Se formos para a Grande Aracaju, uma área que sofre ações antrópicas devido a pressão imobiliária, percebemos que a área de manguezal corresponde à 133,25 km², equivalendo assim a 52% da área total de manguezais do Estado e 0,61% do território de Sergipe”, disse.
 
Outro ponto importante abordado pelo secretário em função do índice de manguezal se deu a partir do município de Brejo Grande, do qual, corresponde uma área de 20,392 km², equivalendo assim 13,6% do território municipal. “Em Brejo Grande existe um paradoxo muito grande, uma vez que a cidade possui o menor IDH do Estado e um dos mais significativos mangues de Sergipe”, apontou Genival.
Sobre a distribuição dos manguezais entre os municípios sergipanos, Genival ponderou ainda que os mesmos apresentam em média 15,56 km² com 41,34 km² em Estância e 0,37 km² em Riachuelo. “A porcentagem média dos territórios municipais ocupados por manguezais é de 6,54%, com 0,48% em Riachuelo e 14,16 da Barra dos Coqueiros”, frisou o secretário.
 
Ações

Referente às próximas ações a serem realizadas em função do Levantamento Quantitativo do Manguezal de Sergipe, Genival apontou que foram feitas aquisições de novas Imagens RapidEye do Litoral Sergipano, para monitoramento. “Iremos também promover o desenvolvimento de ferramenta para realização do processo automático de monitoramento, a geração de alarmes para envio de equipes de fiscalização, análise multi-temporal do avanço/recuo do desmatamento, a Integração das informações geoespaciais ao licenciamento ambiental e o Monitoramento remoto das áreas de manguezais”,disse, revelando ainda que umas de suas metas em sua gestão é realizar também o levantamento quantitativo do bioma caatinga.
 
Palestras

Ainda durante toda a programação houve também palestras sobre “Aplicação do Geoprocessamento no Cadastro Ambiental Rural” (CAR), proferida por Adm. Leonardo Machado do SCCON; “Análise integrada do meio ambiente utilizando-se de técnicas de sensoriamento remoto”, ministrada pelo Dr. Antônio Lázaro Ferreira Santos, professor da Universidade Federal de Sergipe; “Sistema de Recepção de Imagens de Satélite na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos” feita pelo meteorologista da Semarh, Overland Amaral, além de minicursos sobre a utilização do Atlas Digital dos Recursos Hídricos de Sergipe.
 
Fonte: Infonet.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Confiança da indústria deve crescer em dezembro, sinaliza FGV


SÃO PAULO - O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou alta de 1,4% em dezembro, ante novembro, para 106,7 pontos, na leitura prévia da Sondagem da Indústria de Transformação, divulgada nesta quarta-feira pela entidade. O resultado final da pesquisa será divulgado em 26 de dezembro.

Se confirmado esse resultado, o ICI alcançará o maior patamar desde junho de 2011 (107,1 pontos). Também ficará acima da média dos últimos 60 meses, de 104,9 pontos.

Os dados preliminares de dezembro sinalizam que a alta da confiança seria influenciada principalmente pelas expectativas para os próximos meses. Após reduzir-se em novembro, o Índice de Expectativas (IE) subiu 2,3% para 106,6 pontos, o maior nível desde maio de 2011 (108,3 pontos).
O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 0,6%, para 106,8 pontos. Ambos superariam suas médias históricas, de 103,4 pontos e 106,5 pontos, respectivamente.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou em 84,0% na prévia de dezembro, mesmo resultado de novembro.

Para a prévia dos resultados da Sondagem da Indústria foram consultadas 804 empresas entre os dias 03 e 17 deste mês, de acordo com a FGV.

(Valor)

Tecnologia de ponta deverá alavancar o Vetor Norte

Prioridade é investir em tecnologia de ponta

Meta é agregar valor à produção.

Assim como Brasília (DF), que teve o plano-piloto como eixo de seu desenvolvimento, o Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) contará com o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, o Contorno Metropolitano Norte e a Linha Verde, como os pilares de sustentação da chamada nova economia. Com a melhoria ou instalação desses equipamentos de infraestrutura, o governo mineiro espera atrair e estimular investimentos na área de inovação tecnológica, com produtos de maior valor agregado e empregos de qualidade. Entre os setores, destacam-se o de biomedicina, aeroespacial e componentes eletrônicos.
 
Nessa perspectiva de buscar investimentos da chamada economia do conhecimento para o Vetor Norte, o subsecretário de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede), Luiz Antônio Athayde, lembra que, numa época de competição global, incentivos fiscais não são suficientes.  preciso oferecer infraestrutura e criar condições de logística para atração de empreendimentos. E, ainda, investir em equipamentos de lazer, conhecimento e cultura para formar e fixar profissionais de alta qualificação.
 
As diretrizes dessa nova política de desenvolvimento estão contidas num estudo, o Plano Macroestrutural da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), concluído em abril de 2010. A ideia é transformar a região em um Corredor de Tecnologia Multimodal, formado por indústrias da economia do conhecimento, centros de pesquisa e desenvolvimento, além de infraestrutura capaz de ligar centros de produção a centros de demanda.
 
Entre os ramos que compõem essa economia do conhecimento e que já começam a se instalar no Vetor Norte estão os de turismo médico e de lazer; componentes eletrônicos, info-tech, ciências da vida, defesa e aeroespacial. E para dar apoio a esses segmentos, estão atividades ligadas ao turismo e negócios; à educação; e à logística de distribuição e comércio atacadista.
 
 
 
 
 
 
Moda - Em Pedro Leopoldo, por exemplo, na divisa com Confins, já está em fase de instalação o Fashion City, que pretende ser, como o nome diz, uma cidade da moda. Sua estrutura é formada por um centro de compras dedicado ao varejo, dois hotéis, uma faculdade de moda e um centro de convenções.
 
Localizado a apenas quatro quilômetros do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, o centro, com 400 mil metros quadrados, demandará investimentos da ordem de US$ 148 milhões, nos próximos três anos.
 
E Ribeirão das Neves, antes conhecida como "cidade-dormitório", dada a falta de oportunidade de empregos, torna-se, a partir de agora, uma referência na área de alta tecnologia. Com investimentos da ordem de US$ 500 milhões, inclusive com a participação do Estado, através do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), do presidente da WS Consult, Wolfgang Sauer, e de Eike Batista, está sendo instalada a unidade industrial da SIX Semicondutores, para produção de componentes e circuitos integrados, microchips ou microprocessadores.
 
A expectativa é que o empreendimento atraia uma série de outros negócios de base tecnológica para Ribeirão das Neves, assim como a Fiat promoveu, nos anos 80, um cordão de fornecedores na região de Betim.
 
Outro grande empreendimento que pode colocar o município no mapa das inovações é o complexo penitenciário que está sendo construído no município via parceria público-privada (PPP). Apesar da resistência da população quanto à instalação de um novo presídio na região - onde já funcionam outras unidades prisionais como a José Maria Alkimin e Dutra Ladeira -, em janeiro será inaugurada a primeira unidade do complexo penitenciário, via PPP.
 
Vespasiano, outro município que compõe o Vetor Norte, também já começou a receber investimentos da chamada nova economia. Em 2010, com recursos da ordem de R$ 60 mihões, foi inaugurado o Núcleo Técnico Operacional do Hermes Pardini, o que permitirá ao laboratório ampliar a sua capacidade de produção em ate 50%, com previsão de novos contratos de análises laboratoriais para Colômbia, Peru e Chile.
 
Além de atrair investimentos e criar condições de mobilidade como a Linha Verde, o Contorno Metropolitano Norte e mais nove trechos de rodovias na área do Vetor Norte, o governo de Minas incluiu nesse projeto uma plataforma logística multimodal. A proposta é justamente criar uma área, às margens do Rodoanel, em Santa Luzia, para que os operadores logísticos possam trabalhar com sinergia superior à de zonas industriais convencionais.
 
Essa plataforma será formada por um conjunto de pátios para caminhões, espaços comerciais e indústrias de tecnologia. Segundo informações divulgadas pela Sede, os investimentos totais são da ordem de US$ 500 milhões, com possibilidade de viabilização por meio de parceria público-privada.

FONTE: DIÁRIO DO COMÉRCIO

Christmas Maps and GIS


The biggest mapping fun at Christmas time isNORAD's Santa tracking.  The tracking started back in 1955 when a Sears department store misprinted the number children could call to get updates on Santa's whereabouts.  The number instead went through to the Colorado Springs' Continental Air Defense Command (CONAD) Center.  The then Director of Operations at the time, Colonel Harry Shoup, instructed his staff to provide radar based updates to those calling in about Santa locations.  The tradition of providing updates continues to this day.  The application uses GIS technology to track Santa starting on December 24th. Using NORAD's radar system called the North Warning System, visitors can log on to the website to track Santa's movements as he leaves the North Pole. Santa tracking can be done in English, Spanish, French, Italian, German and Japanese.  The site offers a mobile app to also track Santa with Google Maps for mobile.
Santa Against Zombies Map

For some quirky GIS analysis relating to Christmas, the floatingsheep blog (the same researchers that created the popular Zombie Google searches map) looked at tagger Flickr photos and geotagged Google Maps annotations to compare the prevalence of theword "Santa" against the word "Zombie" to see which word dominates geographically.  Mapped out onto a gridded system, the map mostly shows a preference for "Santa" as denoted by the green dots:

[T]he map below clearly shows that while most of the country is all keen about Santa, a few pockets including just outside the San Francisco Bay and Seattle and the cities Houston, Dallas and Austin in Texas have a lot of zombie angst.
 
                                          Map of Santa Versus Zombie Preference.



A post from the "Parallel Divergence" blog from December 22, 2006 entitled "How Google Earth Killed Santa" discusses the potential harm that being able to see the reality of the world's geography does to children's beliefs in santa Claus.

You Sleigh Me!

Google Sketch Up! Santas, reindeer and sleighs.

Geography of Christmas

According to U.S. Census 2010 statistics, place names associated with the holiday season include North Pole, Alaska (population 2,117); Santa Claus, Ind. (2,481); Santa Claus, Ga. (165); Noel, Mo. (1,832); and — if you know about reindeer — the village of Rudolph, Wis. (439) and Dasher, Ga. (912). There is Snowflake, Ariz. (5,590) and a dozen places named Holly, including Holly Springs, Miss. (7,699) and Mount Holly, N.C. (13,656).  This Google Maps project by Virender Ajmani maps out all the locations with Christmas themed names (Christmas, Noel, Santa Clause, etc.) for the United States.

So what's the probability of a white Christmas?  This map (created back in 2001) from NOAA maps out the likelihood of areas around the United States having snow on Christmas based on information from the National Climatic Data Center (NCDC). More maps and tables about predicted snow level conditions are here.

 
 
 
 


Map showing probabilities of a white Christmas. Source: NOAA, 2001.
 

A World of Good Wishes at Christmastime

This feel good map dating from 1950 was created by the General Drafting Company and recently a scanned version was posted to Flickr by the American Geographical Society Library of UW Milwaukee.  The map is filled with Santas doing all kinds of activities including fleeing dinosaurs, hunting, fishing, skiing, and playing the piano.


 


A World of good wishes at Christmastime / General Drafting Co., Inc., 1950. Click on image for larger versions of this Christmas map.
 

Related
• Gifts for Geographers and GISers
• Unique Geography Themed Gifts
 
 


"Santa at the Map" Saturday Evening Post Cover from December 16,1939 by Norman Rockwell.
Also:
 
1. Thanskgiving and Christmas Travel According to Foursquare
2. Google Maps Games
3. Using Google Maps to Make a Map Book
4. Google Maps: Short URLS and Voice Search
5. Google Maps 6.0 Adds Indoor Navigation
•  Tagged with: Tags: Christmas, Christmas maps, geography of Christmas, gis data, map of Santa versus Zombies, NORAD, probability of a white Christmas, Santa at the Map, track Santa

CSN poderá pesquisar em área histórica de Congonhas

Câmara Municipal aprovou PL que delimita área de tombamento da Serra Casa de Pedra.


A Mina Casa de Pedra, da CSN, é um dos ativos com maior teor de ferro do país

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) poderá realizar pesquisas minerárias durante três anos no Morro do Engenho, parte do conjunto paisagístico da Serra Casa de Pedra, em Congonhas (Campo das Vertentes). Ontem, a Câmara Municipal aprovou em segundo turno o polêmico Projeto de Lei (PL) nº 027/2008, que delimita a área de tombamento da serra, que estava há oito anos em discussão.
 
Durante a sessão realizada na noite de ontem, os vereadores aprovaram uma subemenda, apresentada na semana passada, que permite a realização de pesquisas no Morro do Engenho e Morro do Pilar. Porém, as atividades devem ser feitas com todo o licenciamento ambiental exigido na legislação, além de algumas exigências inseridas na proposição.
 
Caso estas exigências não sejam cumpridas durante os três anos, a área será incluída nos limites de tombamento do conjunto da Serra Casa de Pedra e nenhuma atividade poderá ser realizada no perímetro.
 
A subemenda recebeu cinco votos a favor e dois contra, além de uma abstenção. Já o PL foi aprovado com 7 votos e apenas uma abstenção. Agora, a proposição será enviada ao prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, para sanção.
 
Com a aprovação em segundo turno, alguns vereadores alertaram para o fato de que a autorização para pesquisas minerárias poderá resultar em um embate jurídico, uma vez que o Ministério Público não deverá fica alheio à atividade minerária em uma área tombada.
 
O tombamento da Serra Casa de Pedra já estava previsto na Lei 2.694/2007, mas a delimitação da área seria feita posteriormente. Desde 2008, o projeto está em discussão e já foi motivo de estudos técnicos e parecer do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), que sugeriu a aprovação do PL. Além da importância paisagística, a região concentra os mananciais responsáveis por 60% do abastecimento de Congonhas.
 
Porém, a região tombada está próxima de áreas já exploradas pela CSN, dona das minas Casa de Pedra e da Nacional Minérios S/A (Namisa). O conglomerado empresarial está investindo na ampliação de seus ativos minerários no município.

Aportes - Conforme já informado, a CSN possui um plano de investimentos de R$ 8,7 bilhões em suas jazidas em Minas até 2015, para produzir 89 milhões de toneladas/ano.
 
Em nota enviada ao DIÁRIO DO COMÉRCIO em abril deste ano, a companhia informou que defende o tombamento da Serra Casa de Pedra, através de uma proposta que concilie o desenvolvimento econômico de Congonhas à preservação dos recursos naturais. Porém, a companhia alegou que o projeto de lei de autoria popular impõe restrições à expansão de longo prazo da mineração em Congonhas.
 
E, na prática, se aprovado, barraria a discussão sobre o futuro sustentável da cidade. "Vale ressaltar que o atual plano de expansão da companhia, de 89 milhões de toneladas para os próximos anos, seguirá independentemente do resultado da votação pela Câmara Municipal de Congonhas", conclui o texto.

FONTE: DIÁRIO DO COMÉRCIO