segunda-feira, 3 de setembro de 2012
TO: Mineratins realiza mapeamento geológico
As pesquisas geológicas serão realizadas por técnicos da Mineratins em uma área de 2 mil hectares requerida pelo órgão para estudo mineral de titânio entre os municípios de Porto Nacional e Fátima há cerca de 70 km de Palmas, entre os dias 27 a 31 de agosto.
A diretora técnica da Mineratins, Regina Martins, que coordena esta pesquisa, ressalta que este é um complemento dos trabalhos de campo já feitos nos anos de 2009 e 2011, onde foram realizados o requerimento e reconhecimento da área a ser pesquisada. “Nesta nova etapa será executado o detalhamento geológico da área, prospecção geoquímica e sondagem com trado motorizado em alvos selecionados na primeira fase de pesquisa, além de coleta de amostras para posterior envio para análise química”, diz Regina. As análises serão enviadas para pesquisa em laboratórios de Minas Gerais.
O trabalho de mapeamento geológico foi possível após o secretário de Indústria e do Comércio e presidente da Mineratins, Paulo Massuia, assumir o cargo dando continuidade ao trabalho que estava sendo realizado nos últimos anos. “O processo de pesquisa e mapeamento desta área é fundamental, pois é através deste estudo que poderemos traçar as próximas etapas e assim abrir novos caminhos para a produção mineral no Estadoto”, destaca Massuia.
Titânio
O titânio pode ser usado na dessalinização da água do mar, na produção de pigmentos em tintas, na construção de artefatos nos quais o baixo peso é um parâmetro importante, sobretudo na indústria aeronáutica, na elaboração de próteses ortopédicas e dentárias, sensores de gás e baterias de carga rápida.
Fonte: Portal Norte
Café conquista duas Indicações Geográficas
O café conquistou dois selos de indicação geográfica, na modalidade de Indicação de Procedência: o do Cerrado Mineiro e, mais recentemente, o da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais. As Indicações Geográficas – IG representam uma nova filosofia de produção, voltada à qualidade, à especialidade e à tipicidade. A lei de propriedade industrial (n. 9.279, de 14.05.96) oferece aos setores produtivos brasileiros a possibilidade de habilitarem-se a colocar no mercado produtos com Indicação de Procedência – IP, ou com Denominação de Origem – DO, as duas modalidades de Indicação Geográfica previstas no Brasil.
No caso do café da Serra da Mantiqueira, as conquistas foram fruto do trabalho organizado e coletivo da Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira – Aprocam, em benefício de um objetivo comum dos produtores rurais para o reconhecimento de seu território e a delimitação da região. Esse trabalho conta com o apoio científico de instituições de pesquisa participantes do Consórcio Pesquisa Café e incentivo governamental.
“O Selo de Indicação de Procedência traz várias vantagens, como a proteção e o reconhecimento do território, agregação de valor ao produto e desenvolvimento sustentável”, diz a pesquisadora da Embrapa Café Helena Maria Ramos Alves. “Além disso, a aprovação do pedido representa o reconhecimento da região como produtora de café arábica de alta qualidade e mostra que o Brasil e o setor cafeeiro estão despertando cada vez mais para a importância de demarcar suas origens e agregar valor ao trabalho de milhões de pessoas que vivem no campo”.
Na lista de produtos brasileiros com potencial para o registro de IG, o café tem merecido destaque por sua história e potencial de valor agregado. Está em fase de elaboração, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, projeto estruturante para Indicações Geográficas de produtos agropecuários brasileiros e o café é o tema piloto, a partir do qual trabalham pesquisadores do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, integrantes do Grupo de Trabalho especial formado para avaliar o panorama relacionado ás potencialidades da espécie.
A Indicação de Procedência guarda relação com o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território conhecido como centro de extração, produção, fabricação de um determinado produto agropecuário ou extrativista, tendo como fundamento a notoriedade.
O papel da pesquisa
Para a pesquisadora Helena Maria Alves, a aprovação da Indicação de Procedência para o café revela uma mudança cultural. “O setor produtivo começa a perceber que a diferenciação do café, aliada à história de seu povo, ao modo de cultivo e ao associativismo, bem como às relações com o ambiente em que é produzido, pode agregar valor aos cafés brasileiros, segundo suas origens e sabores e com qualidade digna de freqüentar o mercado internacional”. Segundo ela, o benefício que se busca com a IG não é apenas financeiro, mas carregado de aspectos sociais, como a organização da atividade, fixação do homem no campo, adoção de práticas sustentáveis, ampliação da qualidade do café produzido e, consequentemente, conquista de novos mercados.
Fonte: Embrapa
How Google and Apple’s digital mapping is mapping us
Over the last few years, at the kinds of conferences where the world’s technological elite gathers to mainline caffeine and determine the course of history, Google has entertained the crowds with a contraption it calls Liquid Galaxy. It consists of eight large LCD screens, turned on their ends and arranged in a circle, with a joystick at the centre. The screens display vivid satellite imagery from Google Earth, and the joystick permits three-dimensional “flight”, so that stepping inside Liquid Galaxy feels like boarding your own personal UFO, in which you can zoom from the darkness of space down to the ocean’s surface, cruising low over deserts, or inspecting the tops of skyscrapers. (The illusion of real movement is powerful; your legs may tremble.) You can swoop down to street-level in Cape Town, spot ships in the Mekong river, or lose yourself in the whiteness of Antarctica.
But you don’t, of course. What you do – or what I did, anyway, but watch anyone using Google Earth for the first time, and you’ll see they do the equivalent – is to hurtle across continents to the semi-detached house on the outskirts of York where you grew up, to peer down at a street you know well. In an era of previously unimagined opportunities for exploring the far-off and strange, we want mainly to stare at ourselves.
It is a testament to the rate of change in the world of mapping, though, that Liquid Galaxy is now essentially old hat. Google has much, much bigger plans. In June it revealed that it had already started using planes – “military-grade spy planes”, the New York senator Charles Schumer claimed – to provide more detailed 3D imagery of the world’s big cities. It also unveiled the Street View Trekker, a bulky backpack with several 15-megapixel cameras protruding on a stalk, so that operatives can capture “offroad” imagery from hiking trails, narrow alleyways or the forest floor. Almost every month, new kinds of data are incorporated into Google Maps: in June, it was 2,000 miles of British canal towpaths, complete with bridges and locks; it was bike lanes. And for the first time, Google’s dominance of digital mapping faces a credible threat: Apple has announced that it will no longer include Google Maps on iPhones or iPads, replacing it with an alternative that, an Apple source told the tech blog All Things D, “will blow your head off”.
“I honestly think we’re seeing a more profound change, for mapmaking, than the switch from manuscript to print in the Renaissance,” says the University of London cartographic historian Jerry Brotton. “That was huge. But this is bigger.” The transition to print gave far more people access to maps. The transition to ubiquitous digital mapping accelerates and extends that development – but it is also transforming the roles that maps play in our lives.
The idea of a one-to-one scale map of the world, portraying everything in it, is a venerable device in literature, surfacing most famously in the work of Lewis Carroll and Jorge Luis Borges; in Harry Potter, there’s a map that shows what everyone in Hogwarts is doing at every moment. But in the era of Street View Trekker and Liquid Galaxy, these fictional maps seem somewhat less absurd – and the level of detail is only one way in which maps are changing. Increasingly, the boundary between consulting a map and interacting with the world outside it is blurring: when Google glasses, currently in prototype, can project directions, or reviews of the restaurant you’re looking at, directly into your visual field, what does the word “map” mean anymore? While researching his forthcoming book, A History of the World in Twelve Maps, Brotton sometimes brought up the “one-to-one map” idea, from Borges and Carroll, with people at Google, but they didn’t find it particularly witty or intriguing.
“Oh, yeah,” they would reply, matter-of-factly. “We can make that map.”
For many of us, pulling out a smartphone to find the quickest route to a meeting, or to the pub, is so ubiquitous a daily habit that it’s hard to remember how absurdly recently it became possible. Google Maps was launched in 2005 – “and that was the watershed,” says David Heyman, a founder of the cartography company Axis Maps. “Before that, we were on that old Mapquest thing – that was just an interface for loading a static map, really. But then Google Maps comes along, and suddenly you feel like you’re in this seamless interactive environment.” It became possible for users to create “mashups”, building sites in which Google’s basic maps were overlaid with other data: information about flats for rent, or the course of international warfare throughout history, or the best Indian restaurants in Glasgow.
A couple of years beforehand, Google co-founders Larry Page and Sergey Brin had been fascinated by the zooming satellite imagery used by US news networks to report on bombing raids in Iraq. Those terrain graphics were provided by Keyhole, Inc, a software company that the CIA had helped to fund. Unlike the rest of us, Page and Brin had the wherewithal to act upon their fascination: they bought Keyhole, repackaging and releasing the firm’s software as Google Earth in 2005. “They say they bought it because it looked cool,” says Brotton. “But my view is that they absolutely knew what they were buying. They marketed it in this touchy-feely way, as an environmental thing, and they called it ‘Earth’ – ‘Google World’ would have sounded imperialist. But they knew that what they were getting with Keyhole would be integral to the search business.”
There is a sense, in fact, in which mapping is the essence of what Google does. The company likes to talk about services such as Maps and Earth as if they were providing them for fun – a neat, free extra as a reward for using their primary offering, the search box. But a search engine, in some sense, is an attempt to map the world of information – and when you can combine that conceptual world with the geographical one, the commercial opportunities suddenly explode. Search results for restaurants or doctors or taxi firms mean far more, and present far juicier opportunities for advertisers, when they are geographically relevant. And then there’s the most important point – the really exciting or troubling one, depending on your perspective. In a world of GPS-enabled smartphones, you’re not just consulting Google or Apple data stores when you consult a map: you’re adding to them.
Exactly what information the companies collect, and what they do with it, remains much debated. But it’s easy to grasp the basic commercial calculation. The more exactly your phone knows where you are, the more accurately you can be served with advertisements based on the places you’ll be passing. (Ads on Google are already geo-targeted.) There’s no technical reason why, perhaps in return for a cheaper phone bill, you mightn’t consent to be shown not the quickest route between two points, but the quickest route that passes at least one Starbucks. If you’re looking at the world through Google glasses, who determines which aspects of “augmented reality” data you see – and did they pay for the privilege? Combining GPS with the new Indoor Positioning System, which uses cellular and other phone data to track phones much more precisely, shops could easily track customers’ movements among the aisles, adjusting displays on a day-by-day basis for maximum revenue.
“The map is mapping us,” says Martin Dodge, a senior lecturer in human geography at Manchester University. “I’m not paranoid, but I am quite suspicious and cynical about products that appear to be innocent and neutral, but that are actually vacuuming up all kinds of behavioural and attitudinal data.”
This is why, to techno-zealots and sceptics alike, the media panic over maps and privacy seems rather misplaced. “Barbecuing or sunbathing in your backyard shouldn’t be a public event,” New York’s senator Chuck Schumer said in a statement. “People should be free of the worry of some hi-tech peeping tom technology violating one’s privacy when in your own home.” German law allows individuals to request the blurring of their homes on Street View. (“You have digitally desecrated your cities,” the new-media commentator Jeff Jarvis responded in fury.) Certainly, this debate matters. But it’s hard to interpret the occasional aerial snapshot of your garden as a big issue when the phone in your pocket is assembling a real-time picture of your movements, preferences and behaviour.
Google and Apple insist, plausibly enough, that they’re not interested in anyone’s individual data: the commercial value lies in the patterns they can detect in the aggregate. But you’d be forgiven for not being entirely reassured. In any case, the concern that someone else might discover certain things about you isn’t necessarily the most disorienting implication of the new generation of maps. More dizzying is the thought that – as maps based on mined data come to shape our sense of space, to navigate our journeys, and to narrow our online searches – Google’s and Apple’s maps might not just observe our lives, but in some sense come to play a role in directing their course.
“There’s kind of a fine line that you run,” said Ed Parsons, Google’s chief geospatial technologist, in a session at the Aspen Ideas Festival in Colorado, “between this being really useful, and it being creepy.”
For some, the ubiquity of maps – the way they are seeping into every corner of our “real”, concrete world – triggers more nebulous, philosophical worries. With maps always in our pockets, or literally in front of our eyes, might we lose the ability to wander, and to get lost? If we’re constantly glancing at our phones, or being bombarded by extra layers of data about where we’re going, won’t we become disconnected from the world around us? Is there something beneficial in having to stop to ask directions – an experience that will probably all but vanish, for most of us, in the next few years?
Cartographers don’t seem to see things this way. “I actually think it’s easier to get lost these days,” says Heyman. “Now, when I get to a new city, I can walk off wherever I like, without caring, because I know I’ll be able to get back, consequence-free.” And the idea that we’re losing touch with reality doesn’t hold water, argues Brotton. “It’s actually much more interesting than that.” The really important question is: who controls the specific filters on which we’re increasingly coming to rely? “Google and Apple are saying that they want control over people’s real and imagined space.”
Which brings us to the core of the matter. It can be easy to assume that maps are objective: that the world is out there, and that a good map is one that represents it accurately. But that’s not true. Any square mile of the planet can be described in an infinite number of ways: in terms of its natural features, its weather, its socio-economic profile, or what you can buy in the shops there. Traditionally, the interests reflected in maps have been those of states and their armies, because they were the ones who did the mapmaking, and the primary use of many such maps was military. (If you had the better maps, you stood a good chance of winning the battle. The Ordnance Survey’s logo still includes a visual reference to the 18th-century War Department.) Now, the power is shifting. “Every map,” the cartography curator Lucy Fellowes once said, “is someone’s way of getting you to look at the world his or her way.” What happens when we come to see the world, to a significant extent, through the eyes of a handful of big companies based in California? You don’t have to be a conspiracy theorist, or an anti-corporate crusader, to wonder about the subtle ways in which their values and interests might come to shape our lives.
The question cartographers are always being asked at cocktail parties, says Heyman, is whether there’s really any mapmaking still left to do: we’ve mapped the whole planet already, haven’t we? The question could hardly be more misconceived. We are just beginning to grasp what it means to live in a world in which maps are everywhere – and in which, by using maps, we are mapped ourselves.
Fonte: The Guardian
PREVISÃO DO TEMPO PARA TODO O BRASIL
Nesse início de semana uma intensa massa de ar seco predomina em todo o Brasil Central deixando o tempo firme e impedindo a formação de nuvens. Predomínio de Sol no Sul do Brasil e em praticamente toda a Região Sudeste. Apenas nos litorais do RJ e ES podem ocorrer leves pancadas localizadas. No Nordeste brasileiro possibilidade de chuva em alguns pontos do litoral.
MG segue com tempo firme e predomínio de sol nos próximos dias. BH também segue com céu claro e aumento das temperaturas. ALERTA para os baixos índices de umidade relativa do ar que serão verificados em grande parte de MG nos próximos dias, inclusive na RMBH (inferiores a 20%). Recomenda-se cuidados com a hidratação e proteção da pele, principalmente em idosos e crianças. (Em BH, máxima de 31°C e mínima de 15°C).
IBGE lança nova base cartográfica em escala 1:250.000
A Base Cartográfica para o território nacional em escala 1:250.000 (BC250), que faz parte do projeto SIGBRASIL, é um projeto pioneiro no Brasil, desenvolvido pelo IBGE. Referência cartográfica para as ações de planejamento, monitoramento e atualização das informações dos recursos naturais do país, a nova escala (em que 1 cm no mapa significa 2,5 km no terreno) possibilita uma visualização muito mais detalhada do que a escala anterior de 1:1.000.000. A BC250 está disponível em formato shape, que permite utilização em programas de sistema de informações geográficas (SIG) no link
Na construção da Base Cartográfica, foram utilizados como referência os procedimentos descritos no Manual Técnico de Geociências (nº 12 da série de manuais da Geociências) que pode ser acessado
em ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/cartografia/manual_procedimento_tecnico.pdf. O Manual de Procedimentos Técnicos para Fiscalização, Controle de Qualidade e Validação da Base Cartográfica na escala 1:250.000, produzido pela Coordenação de Cartografia da Diretoria de Geociências do IBGE, visa a orientar a atividade de fiscalização de serviços de mapeamento, padronizando procedimentos, como o preparo de imagens e construção de mapas, garantindo a qualidade do material produzido.
Com os dados das diversas categorias de informação presentes na Base, de forma integrada e totalmente digital, a nova Base Cartográfica 1:250:000 está preparada para integrar a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) em futuro próximo.
O mapa do Brasil mostra a divisão em blocos da Base Cartográfica em escala 1:250.000, disponibilizada para 81% do território nacional (os blocos identificados nas três tonalidades da cor azul estarão disponíveis ao final do ano de 2012). A Base pode ser acessada através do link www.ibge.gov.br/home/download/geociencias.shtm.
Fonte: Dinheiro na Conta.
Como fazer para que o posicionamento GPS coincida com os mapas dos navegadores?
Você já parou para pensar como os fabricantes testam os aparelhos de GPS? Será que os engenheiros vão para as ruas com seus protótipos para testar hardware e software? O Canaltech esteve no NetEvents Miami, onde pôde conhecer uma solução muito bacana criada pela empresa Spirent, que resolve o problema dos fabricantes que precisam testar os aparelhos de GPS que estão desenvolvendo.
Como saber se a Avenida Paulista, por exemplo, está corretamente posicionada no mapa do navegador, sem que os engenheiros tenham que se deslocar até São Paulo? E entender se a estradinha que leva até as Pirâmides do Egito vai coincidir exatamente com o mapa do navegador?
Quatro sistemas de navegação global
Para embasar nossa matéria, é importante ressaltar que atualmente existem quatro sistemas de navegação via satélite, cada um desenvolvido por entidades ou governos diferentes:
GLONASS (Globalnaya Navigatsionnaya Sputnikovaya Sistema, ou Sistema de Navegação Global por Satélite, em português): teve seu projeto iniciado em 1976 pela União Soviética, mas a cobertura global só foi concluída em outubro de 2011. Sua principal vantagem, quando comparado aos demais, é de disponibilizar, sem custo, precisão máxima, fornecendo sua posição com margem de erro de 0,1 cm (um décimo de centímetro).
Galileo: é o nome do sistema de navegação por satélite criado pela União Européia. Será inaugurado em 2013 e promete diversas vantagens aos demais sistemas: maior precisão, pois contará com 30 satélites (3 deles ficarão de reserva para eventuais necessidades); maior segurança (o usuário poderá transmitir e confirmar pedidos de ajuda em caso de emergência); e confiabilidade (auto verificação em busca de erros de operação). Por ser um projeto civil, tende a ser adotado em larga escala pelo mundo, ultrapassando o sistema americano em número de usuários.
Compass ou Beidou: é o sistema global de posicionamento por satélite do governo chinês. Hoje conta com dez satélites, abrangendo apenas o continente asiático, mas o projeto prevê a implantação total de 35 satélites até o ano de 2020, quando passará a oferecer cobertura em todo o planeta.
Por quê tantas opções?
Você pode estar se perguntado qual a real necessidade de termos tantos sistemas de navegação via satélite, sendo que teoricamente só precisaríamos de um, o que facilitaria bastante a vida dos fabricantes de dispositivos, desenvolvedores de software e também de nós, usuários.
A resposta chave é até óbvia. Três dos sistemas de navegação via satélite foram desenvolvidos por governos com o intuito principal de criarem uma ferramenta militar. E atualmente, dois países proibem a utilização de receptores de GPS: Coreia do Norte e Síria.
Há poucos anos o governo dos EUA desativou seu sistema para uso civil, durante as operações militares no Iraque, o que prejudicou civis e limitou a atuação de militares iraquianos.
Quatro sistemas, como testar?
Imagine-se na pele de um desenvolvedor de hardware ou software de posicionamento global. Como testar seu sistema utilizando as quatro constelações de satélites, sendo que algumas delas ainda não estão disponíveis por completo ou têm funcionamento apenas regional?
Como saber se o motorista chegará corretamente até o Rio de Janeiro, com as estradas coincidindo com o mapa do navegador, sem que os engenheiros tenham que se deslocar até lá?
Pegar um voo até a Ásia para testar o sistema Compass, do governo chinês, ou aguardar o lançamento do sistema Galileo para testar suas aplicações, atrasaria – e complicaria – o lançamento de produtos no mercado. Assim que o sistema Galileo for lançado, as empresas vão querer, o quanto antes, ter seus produtos disponíveis para venda no mercado, aproveitando-se da exposição gerada pela notícia de utilidade pública, não?
A solução
Se você imaginou meia dúzia de engenheiros andando de carro pelas ruas da sua cidade, está enganado.
A empresa Spirent, dos EUA, líder em soluções para testes de stress em equipamentos de rede, como roteadores, switches e firewalls, desenvolveu uma linha de dispositivos capazes de emular todas as constelações de satélites disponíveis nos sistemas que citamos no início dessa matéria.
De dentros de seus laboratórios, os engenheiros das fabricantes de navegadores podem testar as antenas de GPS de seus novos protótipos, sejam eles smartphones, navegadores veiculares, tablets, etc.
Um simulador, chamado Multi-GNSS, emula, em laboratório, o ambiente sob o qual o receptor opera. O sistema cria uma plataforma dinâmica, modelando o movimento do veículo e dos satélites, sinais característicos, atmosféricos e outros efeitos, fazendo então com que o receptor possa navegar de acordo com os parâmetros do cenário de teste. O receptor processa esses sinais simulados da mesma maneira que processa aqueles recebidos dos satélites reais.
Traduzindo esse monte de dados técnicos, é como se você pudesse simular, com base nas informações dos satélites, que o local de testes fosse qualquer lugar da superfície terrestre. Aí, você poderia “viajar” para a China, por exemplo, sem ter que sair do lugar. E mais: como o ambiente de laboratório é isento de interferências externas, a precisão dos sinais é maior do que em outras situações.
Com o simulador de sinais do GPS, o custo de produção se torna mais baixo (afinal, não é necessário percorrer todo o globo terrestre checando informações) e, assim, o navegador consegue ser oferecido para você a um preço acessível.
Uma ótima solução, não?
Fonte: CanalTech.
Webinar sobre nova Agência de Cartografia reúne mais de 700 participantes
Semana Webinars MundoGEO Geotecnologias Webinar sobre nova Agência de Cartografia reúne mais de 700 participantesO MundoGEO, em parceria com o Instituto Geodireito (IGD), realizou na última quinta-feira (30) um seminário online sobre a criação da Agência Nacional de Cartografia, a Ancar, e do Código Cartográfico Nacional (CCN). Com presença de mais de 700 pessoas na sala online, o evento debateu amplamente os temas.
A criação da Ancar e do Código Cartográfico Nacional (CCN) foi proposta em maio deste ano, pelo Deputado Federal Arnaldo Jardim (PPS/SP), durante o MundoGEO#Connect LatinAmerica 2012. Para o deputado, as discussões devem ser pautadas em sete grandes objetivos: criar o CCN, aprimorar a governança setorial, fortalecer o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em suas funções, criar a Ancar, aprofundar os esforços para que a União e os cidadãos tenham uma plataforma cartográfica única e confiável e fortalecer a indústria e os profissionais do setor.
A apresentação do webinar ficou por conta de Luiz Antonio Ugeda Sanches, presidente do IGD, advogado e geógrafo, doutorando em Geografia na Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Direito e em Geografia pela PUC/SP. Segundo o presidente, o webinar contribuiu para disseminar o conhecimento cartográfico e jurídico aos profissionais e demais interessados em identificar formas de regulação da infraestrutura cartográfica.
Mediado por Emerson Zanon Granemann, diretor e publisher do MundoGEO, o seminário online teve intensa participação do público online, que usou a oportunidade para opinar e debater sobre o tema. “Foi muito bom mediar o webinar sobre a Ancar. Tivemos 1.400 inscritos e 750 conectados de todos os estados brasileiros, além de Portugal, Espanha, Bolívia, México, Chile, EUA e Argentina. Recebemos mais de 320 interações com comentários e perguntas”, afirmou.
Para o diretor, a participação da comunidade é muito importante para formatar o projeto. “Avaliando as pesquisas e os comentários, percebemos que a comunidade apoia a necessidade de mudanças no quadro atual da cartografia nacional. Na minha opinião, este debate sobre o melhor formato do projeto de lei será muito positivo na medida que reúna os diversos segmentos que formam este mercado. Penso que o caminho é o de unir esforços para debater o melhor formato de uma agência eficiente e fortalecer a Concar, IBGE, DSG e as empresas e profissionais multidisciplinares que atuam no setor”, conclui.
Para conhecer a minuta inicial do Projeto de Lei, acesse aqui. Para realizar contribuições ao Projeto de Lei, envie para igd@geodireito.com até o dia 7 de setembro de 2012.
Fonte: MundoGEO
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